2 Grandes mitos sobre alimentação

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  • Comer hidratos de carbono à noite engorda

Este é um dos mitos mais comuns. Durante a noite usamos essencialmente gordura como fonte de energia e não os hidratos de carbono. Ingeri-los no período nocturno vai fazer com que sejam canalizados para as nossas reservas –como forma de gordura. No entanto, este princípio choca com o do balanço energético (ou seja, em que o excesso de energia irá levar ao ganho de peso).

O nosso apetite e o nosso metabolismo são controlados por um conjunto de hormonas, destacando a Leptina. Esta hormona é produzida no tecido adiposo e induz um aumento do gasto energético e saciedade, apresentando um ritmo crescente ao longo do dia. Ou seja, os seus níveis são mais baixos de manhã e mais altos no final do dia, o que, de uma perspetiva puramente fisiológica, levaria a maior apetite de manhã e menos à noite.

A ingestão de hidratos de carbono é um dos fatores com maior impato no aumento da Leptina, através do estímulo de produção de insulina. O aumento da Leptina à noite e inversão do padrão normal poderá levar a maiores níveis ao longo do dia seguinte, e assim maior saciedade.

Um outro aspeto a considerar é a capacidade dos hidratos de carbono  aumentarem a produção de serotonina (um neurotransmissor de relaxamento e saciedade). Desta hormona deriva a melatonina, responsável pela indução do sono. Desta forma, a ingestão de hidratos de carbono à noite pode favorecer uma melhor qualidade de sono, quando esta não é perturbada por maus hábitos de estilo de vida. Na verdade, muitas pessoas que optam pela restrição em hidratos de carbono acabam por, mais cedo ou mais tarde, sentir algumas perturbações na qualidade de sono.

Não quero com isto dizer que a ingestão de hidratos de carbono deverá ser preferencialmente à noite e não de manhã. Muitos fatores deverão influenciar essa escolha, desde a individualidade ao estilo de vida, mas não existem de todo evidências de que a ingestão à noite seja de evitar.

(Veloso,S. 2016)

 

 

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  •  A ingestão de ovos aumenta os níveis de colesterol e o risco cardiovascular

O problema com o ovo é o seu elevado teor em colesterol, cerca de 300 mg por unidade, superior à ingestão total recomendada num dia. Segundo Veloso, S (2016) o nosso organismo tem condições para manter os níveis de colesterol estáveis quando ingerimos em demasia – reduz a produção. Trata-se de uma mera gestão de recursos já que a produção de colesterol, essencial à vida gasta energia e percursores metabólicos.

 Não existe relação entre o consumo de ovos e os níveis de colesterol total no sangue (Okuyama H, et al, 2007). Se o objetivo fosse, de facto, baixar o colesterol no sangue, talvez seja mais benéfico pensar em estratégias que reduzam a exposição a níveis de insulina elevados ao longo do dia e excesso energético, já que isso sim irá ter impacto na atenuação da actividade da enzima responsável pela síntese endógena e garantia do funcionamento em equilíbrio dos mecanismos de retroação (em resposta ao consumo via alimentar). Por este motivo, uma dieta de restrição ou a manutenção de um balanço energético negativo são provavelmente os fatores com maior impato na redução da colesterolemia.(Veloso, S. 2016)

 Ou seja, a quantidade de um alimento específico, ingerido, seja ele hidratos de carbono, gorduras, proteína, etc deve ter sempre em conta as necessidades individuais e o balanço energético da pessoa em questão.

 

 

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